Nota oficial: arbitragem
FutebolNota oficial: arbitragem
O Juventude não aceitará calado o prejuízo causado pela arbitragem
O Esporte Clube Juventude vem NOVAMENTE, manifestar sua profunda indignação com MAIS UMA ATUAÇÃO VERGONHOSA da arbitragem de campo e do VAR na partida deste sábado, diante do Ceará, no Castelão. Uma sequência inacreditável de decisões equivocadas vem comprometendo a trajetória do Juventude nesta reta final de Série B do Campeonato Brasileiro.
O que aconteceu na partida deste sábado ultrapassa os limites de um erro pontual. São decisões de enorme impacto esportivo, tomadas em lances determinantes, que se somam a outros episódios recentes e reforçam uma preocupação que o Clube não pode mais deixar de expressar publicamente: a falta de critério, as decisões absurdas e a incapacidade das arbitragens de campo e do VAR oferecerem segurança e isonomia ao jogo.
No primeiro gol do Ceará, houve uma falta clara sobre Raí Silva no início da construção da jogada. Mesmo diante da infração, nenhuma intervenção do VAR ocorreu para revisar a origem do lance. A jogada prosseguiu, e o adversário foi beneficiado com um gol que poderia e deveria ter sido analisado à luz da infração cometida.
No segundo tempo, a partida teve 11 minutos de acréscimos, uma quantidade absolutamente expressiva, cuja justificativa não se mostrou compatível com o desenvolvimento do jogo. A definição desse tempo adicional, em uma partida já marcada por decisões controversas, amplia os questionamentos sobre os critérios adotados pela arbitragem, que relatou, ao final da partida, que a orientação para a concessão dos acréscimos partiu do VAR.
O episódio mais revoltante, porém, ocorreu na marcação do pênalti a favor do Ceará. Em um lance no qual Rodrigo Sam recolhe o braço, o árbitro, bem posicionado, interpretou a jogada como normal e permitiu a continuidade da partida. O VAR, entretanto, interveio e chamou o árbitro para revisão, apresentando imagens sem resolução minimamente adequada para esclarecer a dinâmica do lance e sustentar uma decisão dessa dimensão. Como se não bastasse, houve ainda uma falta sobre Gabriel Pinheiro e outra sobre o próprio Rodrigo Sam, momentos antes da penalidade, situações que também precisavam ser consideradas na análise da jogada e que não receberam a devida atenção.
A indignação do Juventude é ainda maior quando se observa a disparidade de critérios em situações semelhantes. No confronto diante do Fortaleza, no Alfredo Jaconi, uma bola atingiu claramente o braço de um defensor adversário, em lance nítido em várias câmeras e que não resultou em marcação de pênalti. Agora, diante do Ceará, uma interpretação contestável, após intervenção do VAR, sem imagem minimamente nítida, resultou em uma penalidade contra o Juventude.
Afinal, quais são os critérios adotados pela arbitragem nesta Série B? Eles mudam de uma partida para outra? Dependem da equipe envolvida? E para que serve o VAR se sua utilização não assegura coerência, uniformidade e assertividade em sua participação em jogadas capitais?
A situação já era grave por uma sequência absurda de erros ao longo do campeonato, mas tomou proporções ainda maiores na rodada anterior, contra o São Bernardo, quando o Juventude teve a seu favor um pênalti claríssimo em Alisson Safira, não assinalado pelo árbitro de campo e sequer revisado pelo VAR. SEQUER REVISADO PELO VAR. Posteriormente, em reunião com representantes do Clube, a própria CBF reconheceu o erro da arbitragem, tanto de campo, quanto do VAR.
Portanto, não se trata de uma interpretação isolada do Juventude ou de uma tentativa de justificar resultados. Trata-se de um erro reconhecido pela própria entidade responsável pela arbitragem nacional, seguido de novos episódios que colocam em xeque a consistência dos critérios utilizados na competição.
Quando o VAR é omisso diante de um pênalti claro a favor do Juventude, mas intervém para recomendar uma penalidade contestável contra a equipe, a falta de coerência deixa de ser uma preocupação abstrata e passa a representar um problema concreto, com consequências diretas dentro de campo.
Ao longo da Série B, decisões dessa natureza vêm impondo ao Juventude um prejuízo esportivo que não pode ser tratado com naturalidade. É impossível ignorar o impacto que esses erros exercem sobre a classificação. O Clube tem convicção de que, com decisões corretas nos lances determinantes das últimas rodadas, sua pontuação seria superior e sua posição na tabela seria outra.
Podemos citar, por exemplo:
- a marcação inconclusiva de impedimento em gol de Fábio Lima, contra o Londrina. Uma câmera de linha de fundo foi utilizada para traçar uma linha que se mostrou questionável.
- Contra o Athletic, Kardec foi agarrado por metros, dentro da área, em lance fora da jogada, e o VAR se omitiu.
- impedimento assinalado contra o Juventude ao fazer um gol contra o Sport, em lance no qual o defensor é que afastou a bola.
- pênalti sobre Aderlan contra o Atlético-GO, em lance não marcado pela arbitragem e não revisado pelo VAR.
Cada ponto perdido em razão de um erro de arbitragem tem consequências. Afeta o planejamento, o desempenho esportivo, os objetivos da temporada e o trabalho de atletas, comissão técnica e profissionais que dedicam seus esforços à competição. Não é aceitável que o resultado desse trabalho seja condicionado por decisões que deveriam ser evitáveis com uma arbitragem mais criteriosa e um uso efetivo da tecnologia disponível.
O Esporte Clube Juventude exige respeito. Exige critérios claros, uniformes e aplicados com o mesmo rigor a todas as equipes. Exige que o VAR cumpra sua finalidade, que as decisões sejam tomadas com base em imagens adequadas e que os erros sejam reconhecidos e enfrentados com seriedade, transparência e responsabilidade.
O Juventude não pode continuar pagando a conta de uma arbitragem que falha em momentos decisivos. O Clube voltará a cobrar os esclarecimentos necessários junto à CBF e não aceitará que episódios dessa gravidade sejam reduzidos a meras contingências do futebol.
Da mesma forma, o Juventude espera que a Federação Gaúcha de Futebol assuma seu papel institucional diante da gravidade dos fatos, atuando de forma firme junto à CBF na cobrança por explicações, providências e mudanças efetivas. Não basta reconhecer a existência de problemas: é necessário agir para que o Juventude não continue sendo prejudicado por erros recorrentes e decisões sem critérios consistentes.
Não vamos normalizar a repetição de erros absurdos, a ausência de critérios consistentes e a falta de respostas proporcionais à dimensão dos prejuízos causados.
O Juventude seguirá defendendo seus interesses, sua história e o direito de competir em condições justas. Porque respeito à competição também significa respeito a quem disputa cada ponto dentro de campo.
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