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Fã-Clube

Histórias e Estórias

 

A cada mês, um apaixonado pelo Juventude contará uma nova "História ou Estória" que será publicada aqui. Para participar desta seção, envie um texto de 30 linhas para o e-mail marketing@juventude.com.br com o assunto Histórias e Estórias e aguarde o nosso retorno.  

HISTÓRIA DE ÍDOLO E FÃ


HISTÓRIA: Rafael Gubert
TEXTO: Patrícia Janczak (Assessora de Imprensa do Juventude)
PUBLICADA EM: 12 de fevereiro de 2008

Rafael Gubert, 32 anos, músico e torcedor do Juventude. Pode ser considerado como um cônsul do Juventude, já que faz questão de exaltar as cores e o brilho deste clube  em suas viagens profissionais.

 

 

  Sempre fui juventudista. Quando criança ia ao campo com o meu avô. Lembro quando fazíamos oração na capela antes dos jogos e depois sentávamos nas cadeiras e falávamos bastante antes do jogo e no intervalo, porque durante o jogo não podia.
      Durante um grande período da minha infância, ia ao Jaconi todos os dias, nutria verdadeiro amor por aquilo tudo. Era muito legal ficar o mais perto possível do gramado e dos jogadores. Rasguei algumas roupas pulando a cerca, subindo a grade que tem no final das sociais, pra entrar no campo depois dos jogos ou dos treinos. Claro que era um tempo em que se podia fazer isto. 
       Era uma época difícil; o juventudista sofria demais. O Ju era um time que tinha quase um “complexo de inferioridade”. Na década de 80, o máximo que se podia sonhar era ser campeão do interior, mas, sendo bem sincero, bastava ficar na frente do Caxias.
      ...Mas, um dia chegou um zagueiro uruguaio que até parecia não fazer parte daquele grupo. Era um verdadeiro “Xerife” que, não demorou muito, virou o maior ídolo que eu tinha na vida. E isso não é exagero porque o Ju é uma das coisas mais importantes na minha vida e esse zagueiro foi a pessoa que mais marcou a minha época de guri.
      Doroteo Silva era daqueles jogadores que nunca fugiu do combate. Daqueles mais justos e determinados que fazia sua parte muito bem feita e não media palavras ou atos pra lutar pela vitória. Vez por outra mandou “banana” pra torcida, brigou com adversário e com colega de equipe, sempre pra fazer prevalecer o que considerava correto. Foi daqueles jogadores que faziam o que todo torcedor quer fazer e não pode porque não está pisando na grama.
      Eu, geralmente com mais dois amigos, depois dos jogos, invadíamos o campo e corríamos até o vestiário. Não era como hoje; nós éramos meio que as únicas crianças que circulavam por lá. Sempre tinha um repórter da rádio Caxias, o Sinval, ali fora, e esperávamos ali junto pra que, quando a porta abrisse, quem sabe algum deles ganhasse a camiseta de algum jogador, só que não tínhamos coragem de pedir.
      Lembro uma vez que um menino mais velho, mais alto, adolescente, que não pulou a cerca nem nada, gritou “por cima das cabeças”: “Doroteo, minha camisa!” ao que o ídolo tirou a vestimenta que logo vestiu o garoto mais velho.
     Neste cenário em que a minha presença não era percebida, e, se era, não fazia a menor diferença, o tempo ia passando, sempre fiel a tudo que dizia respeito ao Ju. Foi então que, um dia, depois de um treino, sentado no banco de reservas (que tinha cobertura de concreto na época), o Vacaria (o aperto de mão mais forte que se conhece) cuidando da grama, o Doroteo sentou no banco bem ao meu lado! Dono de uma “cabeleira privilegiada”, ele jogou água em cima da cabeça pra refrescar e sacudiu, me dando um verdadeiro “banho”. Logo que percebeu o acontecido, o ídolo me olhou e ainda me presenteou com uma “piscadela” daquelas que a gente faz quando quer brincar com alguém menor e que, no fundo significa: “Fiz de propósito, mas foi uma brincadeira”.
      Aquele episódio ficou registrado como fotografia na minha memória. Foi o momento em que fui inserido, através da atitude do ídolo, na realidade que mais admirava na vida. Foi o acontecimento que, por si só, não diz quase nada, mas simboliza a premiação pelo comprometimento com as cores e a filosofia do time do coração.
      Hoje, já adulto, ainda tenho o Doroteo como ídolo e o admiro igualmente pela pessoa que é. A felicidade é enorme em saber que ele está trabalhando no Ju, o que significa que estamos vivendo um momento em que as pessoas comprometidas com a verdade são valorizadas. Parece mesmo que o Ju está resgatando a atitude de protagonista, de responsável pela sua própria tradição e seu futuro. Como diz o Laurinho também (outro ídolo imortal da Papada): “Vamos colocar o Ju de volta aonde ele nunca deveria ter saído!” e é com pessoas assim, como o Lauro, como o Doroteo, que se pode viver dias felizes e dizer “sou juventudista” e meu coração não tem divisão: meu time é campeão!
 
 

REPOLHO MISTERIOSO

HISTÓRIA: Ricardo André Brisotto
TEXTO: Luiz Carlos Corrêa (Assessor de Imprensa do Juventude)
PUBLICADA EM: 05 de dezembro de 2006

Ricardo Brisotto, gerente de marketing do Juventude, 26 anos. A pouco mais de 3 anos no marketing, cuida da programação visual do clube e assessora os patrocinados no Juventude. Lidando diretamente com o público, conta umas das histórias que mais rendeu risos no Jaconi.


"Aconteceu em um destes grandes clássicos contra o Internacional (jogo do Brasileiro 2005 no Jaconi, mais precisamente). Como a partida tinha muita importância para o campeonato, foi montado um grande esquema
de segurança, onde os torcedores foram proibidos de entrar no estádio com determinados objetos .Entre eles, capacetes, garrafas, guarda-chuva, etc. Um jogo de grande movimentação com torcedores fervorosos lotando o Jaconi com suas bandeiras, faixas, camisetas e fogos. Aos poucos, torcedores das duas equipes foram chegando no estádio e os objetos proibidos foram sendo recolhidos pelos funcionários e guardados em locais para que, ao final, pudessem ser devolvidos. O jogo começou e o Juventude venceu debaixo de muita chuva e com apoio da torcida. No dia, foram recolhidos aproximadamente 2000 guarda-chuva, provocando um grande tumulto na saída, pois muitas pessoas queriam de volta seus pertences. No dia seguinte, foi encontrado na geladeira da secretaria um repolho. Todos pensaram que seria de algum funcionário, mas descobriu-se que um torcedor foi barrado na entrada com o dito cujo. Pensamos no que este cidadão faria com um repolho dentro do estádio e se ele teria aproveitado alguma promoção no caminho. Ninguém entendeu. A verdura permaneceu dois dias no clube, até que alguém decidiu fazer uma limpeza no local. No mesmo dia, entra na secretaria um homem aparentando entre 30 e 35 anos com uma barba estilo Abraham Lincoln. A surpresa geral foi quando ele pediu pelo repolho que havia deixado no jogo contra o Inter. O repolho foi devolvido e o torcedor nunca mais apareceu. A história rendeu muitos risos entre os funcionários. Mas a dúvida ainda permanece. O que o torcedor faria com o repolho no jogo?"
 
Escreva para marketing@juventude.com.br e ajude-nos a descobrir o quê, afinal de contas, o torcedor faria com o tal repolho. Respostas até o dia 10. As cinco melhores respostas recebem um porta-retrato do filme Sr. e Sra. Smith.

 

 

 

 

O LANCHE DA VARIG

HISTÓRIA: Edson de Camargo
TEXTO: Luiz Carlos Corrêa (Assessor de Imprensa do Juventude)
PUBLICADA EM: 24 de Novembro de 2006

       Edson de Camargo, o Massa, com curso de Massoterapia e atuando como massagista no Juventude por 17 anos, é quem conta a história da primeira viagem de avião de um jogador, exatamente no ano em que o Alviverde estreava na elite do futebol brasileiro (1995). Nas nossas "Histórias e Estórias", os nomes dos jogadores envolvidos estão sendo preservados. Mas, de repente...

 



Em 1994, ganhando o título da Série B, o Juventude iniciou sua caminhada na elite do futebol brasileiro no ano seguinte - Série A/1995 -, onde permanece por 13 anos consecutivos, incluindo a competição de 2007. O treinador Heron Ferreira deixava o comando da equipe e era substituído por Emerson Leão. No seu primeiro ano na Série A (1995), o JU seguiu para um jogo em São Paulo, onde enfrentaria o Palmeiras e, como sempre, havia um "marinheiro de primeira viagem", isto é, um jogador que nunca havia sequer entrado num avião. Os demais jogadores, de forma séria, alertavam que o jogador deveria levar dinheiro para pagar o lanche no avião (época áurea da Varig). A história é contada pelo massagista - com curso de massoterapia - Edson de Camargo, com 17 anos de clube. Então, conta Edson, mais conhecido como Massa, "o jogador meio que questionou se tinha que pagar o lanche e todo mundo confirmou, inclusive o Leão. Na ida de Porto Alegre para São Paulo, as aeromoças começaram a servir os lanches, passavam pelo jogador e ele fazia sinal que não queria, agradecendo várias vezes. O pessoal deixou assim e, quando da chegada em São Paulo, vários jogadores, um por um, passaram seriamente a questionar o motivo pelo qual o jogador não pegava os lanches, naquele tempo bem recheados, não era essa várzea de agora, e ele simplesmente respondeu que estava sem dinheiro..."

 

 

 

A JANELINHA DO AVIÃO


HISTÓRIA: Dr. Iran Cercato
TEXTO: Luiz Carlos Corrêa (Assessor de Imprensa do Juventude)
PUBLICADA EM: 19 de Novembro de 2006

Iran José Cercato, médico do Esporte Clube Juventude, 28 anos "de casa", um dos mais antigos militando no futebol brasileiro e que já esteve em praticamente todas as cidades gaúchas, capitais brasileiras e no Japão, Coréia, Arábia Saudita, Itália, com o clube, tem muitas histórias para contar. "uma que pode ser publicada" - diz Cercato. É esta.

Iran José Cercato


"A gente ia jogar em Cuiabá, Mato Grosso, e um jogador da delegação apareceu com uma caixa de sapatos e não mostrava o que havia dentro. Os demais jogadores perguntavam se era um sapato novo pra usar em Cuiabá. De tanto incomodarem, ele me respondeu que havia ovos na caixa. Todo mundo pensou que, como não havia a mordomia que há hoje, era um desejo pessoal de fritar os ovos ou coisa parecida. Em Porto Alegre, o jogador, com aquela caixa causou suspeitas na segurança e tentou que alguém ficasse com ela. Ninguém queria e o grupo era só risadas. Não resisti, pois haviam me perguntado sobre o que havia na caixa, e questionei o jogador: Afinal, para quê os ovos? E veio a resposta: bom, doutor, eu sou de Vacaria e odeio a cidade, assim, quando o avião passar por lá, abro a janelinha e atiro os ovos. Depois das gozações, foi explicado ao jogador que não havia como abrir a janelinha do avião. Na área de embarque, a segurança abriu a caixa e, no final, tudo teve que ser explicado que era uma brincadeira. Mas era verdade. O cara queria mesmo abrir a janelinha do avião pra jogar os ovos tanta a raiva que tinha da cidade".

Cercato recusa-se a dar o nome do jogador e a história é confirmada por vários dirigentes.

 

 

 

 

Classificação do Ju

24pts
________________
Último Jogo
2 0
________________
Próximo Jogo
x

Santo André x Juventude


Cidade: Santo André
Estádio: Bruno Daniel
Data: 25/07/2008
Horário: 20:30h


Maiores infomações em Serviço de Jogo

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Classificação
Campeonato Brasileiro - Série B
1. Corinthians 28
2. Juventude 24
3. Avaí 24
4. Barueri 23
5. Ponte Preta 22
6. Ceará 19
Tabela completa... 
________________
Últimos Jogos
Campeonato Brasileiro - Série B
Gama 2 x 0 Juventude
Juventude 4 x 0 CRB
Paraná 1 x 2 Juventude
Avaí 1 x 0 Juventude
Juventude 1 x 0 América RN
Tabela completa...

 

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