Uma inteligente e oportuna decisão por parte da Confederação Brasileira de Futebol, no sentido de integrar mais e mais todos os estados e clubes do futebol nacional, irá permitir que os clubes participantes da Série D possam ter seus cofres aliviados e até recuperados.
Estava justamente na hora de uma atitude dessa natureza, que, antes de tudo é corajosa e de uma lucidez acima da média.
Ora, todas as demais divisões estão sendo prestigiadas com algum tipo de patrocínio, maior ou menor. Seria impraticável e mesmo um absurdo não contemplar logo a divisão mais necessitada.
A ajuda de custo para cobrir despesas de viagens, incluindo meios de transporte, hotelaria e alimentação, representa um gigantesco passo para a solidificação da “NOVA CBF”, muito mais arejada e atenta, contemplando, principalmente, clubes, torcedores, jogadores e funcionários em geral. E, por outro lado, dando uma lição e um basta em clubes “sazonais” que só jogam durante três ou quatro meses e estranhamente desfrutando dos mesmos recursos financeiros aportados para clubes de primeira grandeza.
Agora, as coisas mudaram para muito melhor.
Ou seja: maior oportunidade de emprego, ocupação de espaço pelo ano inteiro e possibilidade de montar orçamentos e organizar investimentos.
O Presidente José Maria Marin merece todo o nosso aplauso por sua firme e habilidosa determinação. Era de homens assim, dessa estirpe, que o futebol brasileiro estava carecendo.
Em bom momento, José Maria Marin chegou para botar ordem na casa.
Daí, nossos cumprimentos por uma iniciativa tão acertada e tão feliz!
Campeonato novo, vida nova. Mudanças que a própria vida e sobretudo, no nosso caso, o futebol clama e exige.
Agora, mais do que nunca, é para valer. Sabemos bem o quanto significa essa etapa para o JUVENTUDE, com todos os seus desafios e os riscos inerentes de uma competição muito traiçoeira.
No ano passado, depois de termos sido os melhores de todo o país, na primeira fase, com a maior pontuação adquirida por todos os participantes, nas diversas chaves, o Juventude foi penalizado por duas arbitragens no mínimo medíocres, para dizer o mínimo. Não se pode admitir que, em dois jogos decisivos, contra o mesmo adversário direto, tivéssemos dois jogadores expulsos, por lances banais, um em cada confronto, exatamente na marca dos 30 minutos do PRIMEIRO TEMPO!!!
Que dá para ficar com a pulga atrás da orelha, isso dá! Por isso, para esse ano, olho muito aberto.
Mas, voltando aos tempos atuais: é inegável que a contratação de Luís Carlos Martins foi muito recebida e por isso aprovada por todos.
Trata-se de um treinador com bagagem e currículo. E que veio disposto a cumprir uma excelente campanha, fazendo o seu melhor.
Para tanto, tem tarimba de sobra, conhece os atalhos e não tem medo de bicho nenhum, por maior o tamanho.
Particularmente, gostei muito de suas primeiras frases, contundentes e incisivas. Já valendo como um recado para os jogadores e uma mensagem para a torcida.
Temos tudo para esperar por bons e positivos resultados. Podemos confiar em seu trabalho.
Ao Luís Carlos Martins, nossas boas vindas e ardorosos votos de sucesso. Que se resume na passagem da Série D para a C.
A “Papada” está fechada com seu novo treinador e não abre!
Acabamos de perder o grande companheiro Plínio Backendorff, um dos maiores juventudistas de todos os tempos e com o mérito de não ser natural de nossa cidade. Ao contrário de muitos que vêm morar em Caxias do Sul apenas para se servir, o Plínio deu um exemplo de comovedora solidariedade. Desde cedo, em sua humildade, ele se apaixonou pelo Juventude, desdenhando da fama dos clubes mais poderosos.
Integrou-se à causa alviverde desde cedo, praticamente recém-chegado, quase não conhecendo ninguém. Veio modestamente, sem posses e medalhas. Devotado aos seus objetivos, lutou obstinadamente até se tornar um Vencedor, um dos homens de mais prestígio e riqueza em nossa região inteira.
Excelente criatura, bom amigo, parceiro para todas as horas, foi um dos elementos que deu sustentabilidade, em todos os sentidos, nas horas mais amargas do nosso clube. Foi dirigente abnegado, ocupou vários cargos nas diretorias, presidiu o Conselho Deliberativo e também o Executivo, sempre com eficiência e a admiração de seus pares.
Estamos de luto, entristecidos com a perda dessa excelente pessoa que foi o Plínio. Um homem de sentimentos cristãos, de extrema generosidade e capacidade de doação. Acima de tudo, um “Papo” de extraordinária grandeza moral, benquisto em todas as esferas.
Vai se juntar no Céu Verde com tantos inúmeros ilustres torcedores e, por certo assistirá às comemorações do nosso Primeiro Século exultante e feliz, olhando lá do Alto pela alegria da Papada.
Quase tudo terminado, Gauchão e Copa do Brasil jogados no espaço, ainda bem e por sorte, nos resta a Série D, como um mísero consolo. Mísero, porque nossa história e nossa tradição mereciam coisas bem melhores.
Mas, ainda bem que não ficamos por aqui, de portas fechadas, à espera de 2013. Seria muita crueldade, mas batendo no peito, na clássica “mea culpa”, temos que reconhecer, com humildade, que fracassamos por nós mesmos.
Calma, não se apressem pensar que estou atirando a primeira pedra na atual Diretoria. Também nela, digamos. Entretanto, entendo que a culpa tem de ser bem dividida e repartida. No somatório geral, todos estamos no mesmo saco. Não há inocentes nesta tragédia.
O acúmulo de distorções nos condenou a essa terrível fase. Cada um errou o seu pouquinho. Ou o seu muitinho. Prejudicado único? Só o clube.
Resta-nos, pois, a Série D e, por enquanto, a dizer a verdade, o panorama não se apresenta nada iluminado ou promissor.
Falamos repetidas vezes em UNIÃO – e eu estou botando em letras maiúsculas de propósito – mas eu fico me perguntando: onde está ela, afinal de contas? Querem, queremos mesmo a UNIÃO ou tudo não passa de conversa fiada?
Por acaso, temos algum plano efetivo para agregar as forças vivas e as cabeças pensantes do nosso clube?
Por que, quando uma Diretoria está no poder, exercendo suas funções democraticamente determinadas pelos votos, uma boa fatia de conselheiros deserta e não mais comparece? E o vice-versa também é autêntico. A recíproca é verdadeira.
Parece que somos juventudistas pela metade ou sob condições. Amamos o clube na dependência disso ou daquilo. Caso contrário, se nossos interesses não predominarem, caímos fora.
Assim não dá, não é possível. De que jeito arquitetar qualquer processo de UNIÃO, se as pessoas não aparecem, não se apresentam, não vem se juntar para dar energia, força e vitalidade a quem está na Direção no presente momento?
A hora é séria. De extrema gravidade. Depois, não digam que não se alertou ou não venham criticar por criticar. A ausência e a omissão são, também, responsáveis pelas amarguras e pelos malogros.
Sugiro ao Presidente recém eleito do Conselho Deliberativo, o dinâmico Marcos Cunha Lima que chame a si essa tarefa da reunificação. O quanto antes. Sem delongas. Não dá mais para transferir decisões.
O Primeiro Século está batendo na porta e ele precisa ser comemorado com alegrias e realizações.
Dos assim chamados cento e noventa minutos e que acabam sendo mais alguns poucos, em função dos acréscimos, o Juventude cumpriu muito bem a sua primeira parte. Abriu caminho positivo, mas falta, ainda, a metade.
O resultado de dois a zero, no Alfredo Jaconi, mostrou algumas verdades, a primeira delas é que comprovamos não sermos um clube de Série D e que temos um time capacitado para disputar em patamares mais superiores.
Poucos são poucos, pouquíssimos, os clubes de quarta divisão que conseguem se impor aos da primeira. Quase nunca. Ou nunca mesmo. Mas quando se trata de Juventude, as exigências e cobranças são maiores. Ninguém, no Brasil inteiro, quer saber se estamos atravessando boa ou má fase.
Todos foram “mal acostumados” a esperar muito do Juventude, não importando em que divisão ele se encontra. Claro que isso significa respeito e prestígio. A tradução do conceito adquirido em todo o país. Mas, vencer a Lusa, no primeiro jogo, não deixou, pelas circunstâncias, de representar uma façanha.
Agora, vamos para São Paulo com a esperança de poder nos impor e poder progredir na Copa do Brasil. Não será uma tarefa nada fácil. Temos que entrar de salto bem baixo, respeitando ao máximo o valente adversário.
O que não pode faltar é luta, muito empenho e maior coragem. Com atitude e doação se vence. E, depois, só os valentes triunfam!
Boa Sorte, Pessoal!
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